Planos da SME para 2010

Ritual de Passagem dos Cherokee

Você conhece a lenda do ritual de passagem da juventude dos índios Cherokees?
O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e o deixa sozinho.
O filho se senta sozinho no topo de uma montanha a toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.
Ele não pode gritar por socorro para ninguém.
Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.
Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.
O menino está naturalmente amedrontado.
Ele pode ouvir toda espécie de barulho.
Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele.
Talvez alguns humanos possam feri-lo.
Os insetos e cobras podem vir picá-lo.
Ele pode estar com frio, fome e sede.
O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.
Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.
Finalmente… após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.
Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.
Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos!
Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós, ’sentado ao nosso lado’.
Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo.

Evite tirar a sua venda antes do amanhecer… e lembre-se: “Apenas porque você não vê Deus, não significa que Ele não exista”.
Nós precisamos caminhar pela nossa fé, não com a nossa visão material.

Do Blog – PROSEANDO SOBRE POLÍTICA

2009… ano da largada!

O ano em que demos a largada para o salto de qualidade da Educação foi incomparável a qualquer outro ano da Rede Pública do Município do Rio de Janeiro.

Já no início do ano letivo, os cadernos de revisão demarcaram um divisor de águas. Nada continuou como antes depois deles… Ao se constatar o problema de alfabetização e defasagem de nossas crianças, medidas urgentes precisariam ser tomadas. A realfabetização foi determinante para dar a muitas crianças uma nova oportunidade de letramento.

Com os currículos sedimentados pela distribuição das Orientações Curriculares, crianças de toda a rede municipal passaram a ter os mesmos conteúdos básicos, a despeito de qualquer bairrismo e/ou clientelismo.

As avaliações bimestrais, mais que produzir notas e conceitos, agiram como essencial termômetro para a percepção das maiores dificuldades dos alunos em se tratando de currículo. A Matemática, mostrou-se assim, grande problema na rede carioca. De tal forma, dificuldades maiores como frações e decimais ganharam caderno especial e o projeto “Autonomia Carioca” promoveu a melhoria de alunos do 9º ano, que também resgataram seus dois tempos de Matemática, antes destinados ao CEST.

Especialmente elaborado com a função de colaborar com o reforço do aprendizado, o trabalho dos voluntários superou as barreiras da incredulidade. Ao todo, cerca de 1700 voluntários e de 1400 estagiários atuaram não só com o reforço de aprendizagem, mas também com oficinas e prestação de serviços educacionais.

A fim de se investir no futuro de crianças e jovens que vivem nas áreas conflagradas do Rio, onde a sedução pela criminalidade é relevante, 150 Escolas da Rede foram inseridas no programa Escolas do Amanhã. Com o apoio da UNESCO, foram articuladas uma série de medidas com os objetivos de qualificar o ensino nessas escolas, afastar os jovens da criminalidade e integrar ao currículo cultura e esportes. O projeto Cientistas do Amanhã, inovador programa de Ciências implantado nessas unidades, foi um grande sucesso, instigando a curiosidade e ampliando conhecimentos adquiridos na prática experimental.

A Creche e a Educação Infantil foram contempladas, ganhando novos espaços e projetos que refletem a exigibilidade de um trabalho bem feito desde a primeira infância. A valorização dos agentes auxiliares de creche finalmente começou a ganhar forma.

O projeto “Rio, uma cidade de leitores”, não somente ampliou o acervo das escolas, e o acesso de alunos a espaços de leitura, mas também buscou empreender na bagagem cultural dos professores e dos agentes auxiliares de creche. Ao todo, 10 títulos foram introduzidos nas escolas, sendo cinco para cada professor e três para os auxiliares de creche. Salas de Leitura ganharam exemplares destes livros para todos os segmentos da comunidade escolar. Com isso, Clubes de Leitura foram criados em algumas escolas.

A Maratona Escolar surpreendentemente levou Euclides da Cunha para uma sabatina nas salas de aula cariocas, evento que teve culminância na Academia Brasileira de Letras em dia marcante para trinta e oito alunos finalistas e seis premiados.

Contudo, em meio a esse turbilhão de acontecimentos e novidades, e muitos outros tantos não mencionados, dúvidas e boatos eram inevitáveis. A gripe suína cooperou para o clima de incertezas. Cada vez mais isolados por nossas angústias, decidimos somar forças. Cada vez mais unidos, formamos hoje uma grande família que cresce mais a cada dia.

Por isso, neste momento, meu último dia de trabalho em 2009, minha palavra só pode ser de agradecimento pelos novos amigos e grandes parceiros conquistados neste ano onde o “novo” bateu à porta quase todos os dias.

Agradeço especialmente e com a tranquilidade de não ser piegas, nem tampouco demagoga, à Secretária de Educação, Claudia Costin, que foi a inspiração principal e maior incentivadora para que esses laços fossem construídos.

Aproveito também para parabenizá-la pela coragem, determinação, força de vontade e mais que tudo, por sonhar sempre, fazendo com que nós mesmos também nunca desistamos dos nossos sonhos; afinal, já dizia Paulo Freire, “Ai de nós, educadores e educadoras, se deixarmos de sonhar sonhos possíveis.”

Postado no Blog por Lilian Ferreira: http://professorespcrj.blogspot.com/

Cesar Maia perdeu uma ótima oportunidade de se calar!

No Dia online ( 22/12/2009) , Cesar Maia se sai com mais um de seus factóides : Mencionou que o novo projeto de educação da Senhora Secretária Claudia Costin era uma ” prática nazista para selecionar crianças de raça germânica pura” ( fazendo uma alusão as escolas com o projeto Lebensborn, na Alemanha na época do Nazismo).

Bom… não vou entrar no mérito de ser ou não Judeu, isso pra mim já é um absurdo sem tamanho e uma pessoa pública, como o Senhor Cesar Maia , não podia usar deste expediente. Mas vou entrar no fato que me cabe como Professora da Rede do Município do Rio de Janeiro. Talvez, o ex -prefeito não tenha visto e nem percebido o que fez com esses meninos. Ele selecionou de antemão essas crianças e disse para elas que tanto fazia, se elas não aprendessem ou aprendesse, iriam ganhar o certificado do Ensino Fundamental. Não sei bem o qe um menino que saia do 9o ano com dificuldades em multiplicar, dividir e entender um texto simples; iria fazer com tal certificado. Mas sei que os números deviam ser maravilhosos. Ninguém na rede era reprovado.

E agora ? Agora, levamos um susto. Sei que o Professor de Sala de Aula não levou susto algum. Sabíamos e lamentávamos as condições destes alunos. Mas o número de alunos reprovados foi enorme esse ano. No entanto, qualquer coisa diferente de zero ( a estatística antiga) era enorme. E o Senhor Cesar Maia me vem com essa ?

A política atual está acertada. Temos o que ensinar, como exigir e a quem exigir. Nossos alunos sabem que não podem simplesmente cruzar os braços e argumentar que não farão pois nada acontecerá com eles. Estamos no caminho certo, mas ainda caminhando… E é longo e árduo este caminho, porque temos que partir de algo muito sério. O aluno que está no 6o ano, só para citar um exemplo, muitas das vezes mal sabe escrever o seu nome. É uma enorme defasagem entre o que o aluno deveria saber naquele ano e o que ele é realmente capaz de fazer. Temos muito o que acertar ainda. Nada está pronto como um pacote mágico.

Ai entra o Professor que tem consciência : Este aluno que está “correndo atrás” mas tem que arrastar consigo anos de aprovação automática não pode ser castigado por isso. O que deveria ocorrer é chamar as Pessoas ( incluindo os Educadores -Mestres , Doutores …- e o Senhor Cesar Maia) para responder a questão. Valeu a pena ? Os Senhores acreditam naquilo que estavam pregando ou era mais um modo de produzir números e estatísticas a favor do Governo ?

Aprovação Automática

Infância Roubada

Outro dia, me deparei com uma daquelas coisas bizarras da Internet. Eram fotos de um concurso de beleza infantil.

Estão roubando a infância das crianças. Meninas que deviam estar brincando de boneca, agora se vestem como adultas. Ou como bonecas ? Não sei. As fotos são desconfortáveis de se ver. Algo um pouco macábro.

Essas meninas vivem um mundo que não é delas. Depois, irão querer viver a infância já adultas. E ai…  só anos de análise para consertar o estrago! Não estamos dando a essas meninas a oportunidade de serem somente meninas: de brincarem de boneca, de falarem sozinhas, de jogarem bola, de pular corda, de jogar queimado,… sei lá!

Tanta coisa fiz na infância e agora guardo como doces recordações. Essas meninas vivem disto:de concurso em concurso, de prêmio para prêmio, de salão de beleza para salão de beleza… É isso mesmo ? Ou será que tem algo de muito errado no ar ?

Deixo aqui as perguntas !

Medindo objetos estáticos

Medindo objetos estáticos.

Vídeo muito bacana sobre medidas !

Categoriasprofessores

Dia dos Mestres!

Parabéns a Todos Nós!

Invariantes Pedagógicas

Celestin Freinet para mim é um dos maiores educadores. Fez! Não só falou , colocou a mão na massa! E não foi com meninos lindos e ricos. Foram crianças necessitadas e carentes. E ele fez a diferença.

Então, sempre que posso , releio as Invariantes Pedagógicas de Freinet, qual fosse uma oração para me inspirar. São assim:

1. A criança é da mesma natureza que o adulto.
2. Ser maior não significa necessariamente estar acima dos outros.
3. O comportamento escolar de uma criança depende do seu estado fisiológico, orgânico e constitucional.
4. A criança e o adulto não gostam de imposições autoritárias.
5. A criança e o adulto não gostam de uma disciplina rígida, quando isto siginifica obedecer passivamente uma ordem externa.
6. Ninguém gosta de fazer determinado trabalho por coerção, mesmo que, em particular, ele não o desagrade. Toda atitude imposta é paralisante.
7. Todos gostam de escolher o seu trabalho mesmo que essa escolha não seja a mais vantajosa.
8. Nnguém gosta de trabalhar sem objetivo, atuar como máquina, sujeitando-se a rotinas nas quais não participa.
9. É fundamental a motivação para o trabalho.
10. É preciso abolir a escolástica.
10- a. Todos querem ser bem-sucedidos. O fracasso inibe, destrói o ânimo e o entusiasmo.
10- b. Não é o jogo que é natural na criança, mas sim o trabalho.
11. Não são a observação, a explicação e a demonstração – processos essenciais da escola – as únicas vias normais de aquisição de conhecimento, mas a experência tateante,que é uma conduta natural e universal.
12. A memória, tão preconizada pela escola, não é válida, nem preciosa, a não ser quando está integrada no tateamento experimental,onde se encontra verdadeiramente a serviço da vida.
13. As aquisições não são obtidas pelo estudo de regras e leis, como às vezes se crê, mas sim pela experîencia. Estudar primeiro regras e leis é colocar o carro na frente dos bois.
14. A inteligência não é uma faculdade específica, que funciona como um circuito fechado, independente dos demais elementos vitais do indivíduo, como ensina a escolástica.
15. A escola cultiva apenas uma forma abstrata de inteligência, que atua fora da realidade fica fixada na memória por meio de palavras e idéias.
16. A criança não gosta de receber lições autoritárias.
17. A criança não se cansa de um trabalho funcional, ou seja, que atende aos rumos de sua vida.
18. A criança e o adulto não gostam de ser controlados e receber sanções. Isso carcteriza uma ofensa à dignidade humana, sobretudo se exercida publicamente.
19. As notas e classificações constituem sempre um erro.
20. Fale o menos possível.
21. A criança não gosta de sujeitar-se a um trabalho em rebanho. Ela prefere o trabalho individual ou de equipe numa comunidade cooperativa.
22. A ordem e a disciplina são necessárias na aula.
23. Os castigos são sempre um erro. São humilhantes, não conduzem ao fim desejado e não passam de paliativo.
24. A nova vida da escola supõe a cooperação escolar, isto é, a gestão da vida pelo trabalho escolar pelos que a praticam, incluindo o educador.
25. A sobrecarga das classes constitui sempre um erro pedagógico.
26. A concepção atual das grandes escolas conduz professores e alunos ao anonimato, o que é sempre um erro e cria barreiras.
27. A democracia de amanhã prepara-se pela democracia na escola. Um regime autoritário na escola não seria capaz de formar cidadãos democratas.
28. Uma das primeiras condições da renovação da escola é o respeito à criança e, por sua vez, a criança ter respeito aos seus professores; só assim é possível educar dentro da dignidade.
29. A reação social e política, que manifesta uma reação pedagógica, é uma oposição com o qual temos que contar, sem que se possa evitá-la ou modificá-la.
30. É preciso ter esperança otimista na vida. (Sampaio, 1989: 81-99)

Para todas as Nossas Crianças!

As que estão em sala de aula, as que moram dentro de nós e as que já estão longe de nós!